sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Encontro com autor: André Fernandes

A manhã do dia 12 de dezembro foi bem diferente do habitual. Recebemos o jovem André Fernandes, autor dos livros “Tia Guida” e “25 + A vida é uma escola”.
“Tia Guida” é um livro sobre cancro, doença que vitimou a tia do escritor, Guida, a sua mãe de amor, como ele a considera e ao lado de quem esteve até ao fim. Um livro sobre uma doença terrível mas, acima de tudo, um livro sobre o amor.
O André deixou-nos uma mensagem positiva, uma mensagem de amor, para nós, por nós, pelos outros, pela vida.
Momentos fantásticos, em que o autor absorveu a total atenção dos alunos, e dos professores, com quem conversou, promovendo o total silêncio enquanto falava.
“25 + A vida é uma escola” é o segundo livro do jovem autor, no qual nos fala das várias aprendizagens que fez em 25 anos de vida, algumas sobre bullying, violência doméstica, etc
A presença do escritor foi uma aposta da biblioteca escolar e do grupo PES, dada a importância e a atualidade das temáticas que, de uma forma ou de outra, tocam cada um de nós. Os alunos envolvidos foram os de nono ano e ensino secundário.
Apesar da seriedade dos assuntos, a facilidade de comunicar e de se relacionar com outros jovens do André Fernandes garantiu o sucesso da atividade.
O André, nas suas visitas às escolas, faz-se acompanhar do tio, Jorge, num espírito de missão que os leva a querer partilhar as suas vivências com quem, como eles, vivem ou viveram, direta ou indiretamente, situações difíceis. E a verdade é que partilhar momentos difíceis não soluciona mas suaviza…
No final, aos autógrafos juntaram-se as “selfies".

Obrigada, André!

Conta-nos uma história
          
Dando continuidade ao projeto “Conta-nos uma história”, uma iniciativa de promoção da leitura, numa parceria entre a biblioteca escolar e os docentes do primeiro ciclo do CE de Arcozelo, e respetivas turmas, que pretende, também, envolver as famílias, e que tem originado excelentes momentos de partilha de leitura e aprendizagens, tivemos a primeira sessão no dia 13 de dezembro. A mãe do João José, da turma da professora Rosa Lima, A2A, Gorete Moreira, trouxe a maravilhosa história “Biscoitos de Natal”, de Marie Duval e Alain Jost, proporcionando momentos bem-dispostos, de agradável leitura e ternurenta cumplicidade entre mãe e filho e todos os participantes. No final, a magia da quadra aconteceu e todos fomos brindados com deliciosos biscoitos, confecionados com muito carinho pelos contadores da história. E que bons que eram…
Obrigada àqueles que se envolvem nestas iniciativas e que ajudam a promover a leitura e os momentos únicos que oferece.

Porque ler é voar



Feira do Livro
         
          Entre os dias 11 e 16 de dezembro decorreu, em Arcozelo, Lagoas e Refóios, mais uma Feira do Livro; em Arcozelo, numa parceria entre a BE e o Departamento de Línguas. Em todas as escolas contamos com a colaboração da Livraria e Papelaria União.
           Entre as várias atividades associadas à Feira, destacam-se a presença do escritor André Fernandes, na manhã do dia 12, a sessão de “Conta-nos uma história”, na tarde do dia 13, a atividade “7.º A… Com piada”, na manhã do dia 14, e a sessão de dezembro de Sábado na BE, na manhã do dia 16.
       Uma semana em cheio, muito de dicada à leitura. E porque a leitura também permite brincar e entreter, foi isso mesmo que a turma A, do sétimo ano, sob orientação da professora de Português, Cidália Paiva, fez. Brindou as turmas 5.º C, 6.º C e 6.º D com “Cenas nas aulas”, “Reportagens Jornalísticas (numa feira de gastronomia e na Arábia Saudita)” e “O céu está a cair aos pedaços”. Piadas secas e outras “mais molhadas”, como a própria turma caracterizou, que divertiram muito quem teve a sorte de assistir.
           Os dinamizadores ficam desde já convidados a voltar na Semana da Leitura. Parabéns pela iniciativa!


  












Histórias da BE

           Ao longo do primeiro período, o projeto mensal Histórias da BE foi dinamizado com as três turmas do JI de Arcozelo, em três sessões.
           A primeira história foi “O pinheirinho da clareira”, de Françoise Le Gloahec, sobre a importância das árvores e a sua utilização no fabrico de papel. A segunda, “Magricela”, de Marie-Christine Fransolet, contava a história de uma menina muito magra, que não gostava de comer até que um dia foi levada pelo vento até pousar numa árvore e descobriu o maravilhoso sabor das maçãs e, a partir daí, de outros alimentos. A terceira história, em dezembro, foi, como não poderia deixar de ser, sobre a temática do Natal: “A mais bela árvore de Natal”, uma árvore especial, envolta na magia da quadra.
           As três histórias foram escolhidas de acordo com um dos subtemas do projeto deste JI: a árvore.




Encontro com autor: Pedro Seromenho

Na manhã do dia 27 de novembro recebemos o escritor e ilustrador Pedro Seromenho.
Numa parceria entre a biblioteca escolar e o grupo disciplinar de Educação Visual, Pedro Seromenho veio falar com os alunos do segundo ciclo sobre leitura, escrita e ilustração.
            Uma manhã muito produtiva, com ilustrações “ao vivo”, que deliciaram todos os presentes.
            O escritor e ilustrador falou sobre várias das suas obras (texto e ilustração) e daquelas em que participou como escritor ou ilustrador.
A sessão de autógrafos, no final, foi também bastante empolgante, uma vez que Pedro Seromenho personaliza cada autógrafo que dá.

Mais uma atividade em prol da leitura – desta vez associada à escrita e à ilustração – de enorme sucesso!





Teatro na escola

A Companhia de teatro Caixa de Palco esteve na nossa escola para apresentar a peça “Os Piratas”, uma adaptação da obra homónima, da autoria de Manuela António Pina, aos alunos do segundo ciclo.
Entre o sonho e a realidade, Manuel, um jovem rapaz, vê-se envolvido numa misteriosa aventura, quando, sem saber bem como, nem porquê, entra a bordo de um navio de piratas.
Uma adaptação divertida e empolgante, com a qual a  Caixa de Palco fez os participantes viajar num imaginário de barcos e capitães, de sonhos e fantasias, provocando muitas gargalhadas e assegurando a boa disposição.
O teatro regressa no início de janeiro, desta vez com a Companhia AtrapalhArte, que já nos visita há alguns anos, e nos traz o musical “3 Abóboras e 400 camelos”, numa adaptação dos contos "As Três Abóboras" (da obra “Teatro às 3 Pancadas”), de António Torrado, e "Sábios como Camelos" (da obra “Estranhões e Bizarrocos”), de José Eduardo Agualusa, para os alunos do pré-escolar e primeiro ciclo. Apresentará ainda a peça “Bichos”, uma adaptação da obra de Miguel Torga, aos alunos do sétimo ano. 



Dia Mundial do Pijama
         
           Em Portugal, no dia 20 de novembro celebra-se o Dia Nacional do Pijama, um dia solidário feito por crianças para ajudar outras crianças. Este dia é uma iniciativa da Mundos de Vida e da Missão Pijama, com o principal objetivo de lembrar o direito que todas as crianças têm a crescer numa família.
           O projeto destina-se às crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo. Assim, como já vem sendo habitual, no Dia Mundial do Pijama, meninos e meninas até aos 10 anos vieram para a escola vestidos de pijama onde passaram o dia em atividades lúdicas e educativas.
           Uma das atividades foi ouvir a história deste ano, O botão invisível. Este é já o sexto livro da coleção “Dia Nacional do Pijama”, uma narrativa deliciosa sobre a importância das memórias nas nossas vidas.
          No Centro Educativo de Arcozelo, as turmas, acompanhadas dos seus professores, confortáveis nos seus pijamas e acompanhados por amiguinhos de pelo, ajudaram a professora bibliotecária a recontar a história, revelando excelente memória. Depois, alguns alunos do segundo ao quarto ano leram um resumo da história, em quadras. E que bem leram!
         Um agradecimento especial à D. Carla, sempre pronta para colaborar.

          No final, como já é habitual, foi lançado um desafio: decorar e “batizar” um enorme botão. Alguns já estão prontos e em exposição. A Turma A4B construiu ainda a sua ”árvore dos sonhos”.





De janeiro a maio de 2017...



Sábado na BE!
          
           De janeiro a maio, entre as dez e o meio-dia, foram quatro as sessões de Sábado na BE dinamizadas.
           Em janeiro, “Picolé, o boneco de neve”, uma adaptação dramatizada pelas animadoras da biblioteca escolar do Centro Educativo de Lagoas, Andreia Lima e Simone Sousa.
           Em fevereiro, associada aos afetos, a história escolhida foi “Bilhetinhos de namorados”, de Virginie Hanna. «O que é um namorado? - Não sabes? Um namorado é...» e assim se inicia a história entre uma rapariga e um rapaz que partilham um com o outro a ideia que têm sobre os seus respetivos namorados. Um livro ternurento para crianças na idade em que os primeiros anos de escola são palco de empolgantes descobertas.
           Abril, no âmbito das festividades da Páscoa, a história escolhida é da autoria de António Mota, “O coelho branco”. Nesta história Pedro, Mariana e o Avô vivem uma incrível aventura com um coelho branco muito especial, que desaparece misteriosamente da coelheira da dona Rosa. Mais uma vez contamos com a colaboração da Andreia e da Simone, que prepararam uma magnífica dramatização da referida obra, em que os protagonistas eram alunos, pequenos atores e atrizes de enorme talento, certamente ótimos leitores.
            Em maio, “O livro negro das cores”, de Rosana Faria e Menena Cottin.
           A subtileza deste livro demonstra a beleza da perceção do mundo através dos nossos sentidos e na sua complementaridade. Convidando-nos a refletir sobre como será aquilo que nos rodeia para quem não vê, esta grande obra obriga-nos a reformular o mundo através dos seus cheiros, sabores, texturas, sons; a recriar, de forma imaginativa, as coisas que nos envolvem. Um livro que nos lembra que há sempre mais para além do que vemos, um livro para redescobrir a riqueza sensorial do nosso corpo e determo-nos na beleza oferecida por essa sensibilidade. Excetuando o texto, todo o livro é negro.
            Durante alguns minutos, incluindo a leitura da obra, os alunos estiveram de olhos vendados, experimentando os outros sentidos. Uma sessão excelente que serviu até para estreitar laços entre os participantes. Desta vez, a parceria foi com a D. Carla Dantas, assistente operacional, sempre disponível e cuja colaboração é sempre preciosa.
            Momentos que continuam a ser únicos, entre miúdos e graúdos, sempre prontos a ajudar os mais pequeninos nas tarefas após a sessão de leitura, pois todas as sessões, como é habitual, tiveram o respetivo ateliê. Cada sessão é, sem dúvida, um tributo à leitura.
           Obrigada Andreia Lima, Simone Sousa, Carla Dantas, três excelentes profissionais!






           

Histórias da BE!
          
          No projeto mensal Histórias da BE!, a ser desenvolvido com sete turmas de JI, concretamente, Arcozelo, Brandara e Cepões, foram dinamizadas cinco sessões de leitura: janeiro, fevereiro, março, abril e maio.
           Em janeiro, a história “Vamos fazer amigos”, de Adam Relf, uma narrativa muito simples mas extremamente eficaz sobre a importância da amizade e a forma como deve e pode ser construída. Partindo da interpretação literal da frase que dá título ao livro, assistimos, através de um conjunto de tentativas, à forma como a Raposinha, protagonista do conto, procura a amizade, descobrindo, finalmente, e com a ajuda da mãe, o seu verdadeiro significado. De alguma forma, o texto também apela a uma leitura mais atenta daquilo que nos rodeia e que, de tão próximo, se pode tornar momentaneamente invisível. As ilustrações muito definidas, com recurso ao desenho e à pintura, apostam na representação fiel e afetuosa das personagens e dos cenários, acentuando a expressividade que os caracteriza.
        Em fevereiro, mês dos afetos, foi a vez de “O sapo apaixonado”, de Max Velthuijs, artista holandês de reputação internacional, cujos livros têm sido publicados no mundo inteiro, que conta a história de um sapo que anda preocupado com a saúde: tem o coração a bater depressa demais. A Lebre diz que ele deve estar apaixonado — mas por quem?
          Em março, A ovelhinha que veio para o jantar, de Steve Smallman, encantou com a história de um lobo, velhinho e esfomeado, que recebeu inesperadamente a visita de uma ovelhinha. Mal olhou para ela, começou logo a planear um belo ensopado de borrego. Mas a ovelhinha não queria ser o jantar do lobo. Na verdade, o que ela queria mesmo era... ser apenas amiga dele!
Em abril, no âmbito da Semana da Saúde, foram trabalhadas duas histórias: “A fada dos dentes”, de Luísa Ducla Soares, e “A horta do Senhor Lobo”, de Quentin Gréban. Luísa Ducla soares conta-nos que há muitas histórias de fadas e que estas, em tempos que já lá vão, faziam as suas magias com varinhas de condão, transformavam ratinhos em cavalos, abóboras em carruagens… Mas, de todas, só uma subsiste nos dias de hoje. Sabem qual é?
A Fada dos Dentes, que voa de noite, de quarto em quarto, à procura de um dentinho de leite debaixo da almofada, trocando-o por um presente. Mas, atenção, ela só gosta de dentes bem limpos e branquinhos! Se não… Quentin Gréban conta-nos as peripécias de um lobo que, cansado de passar fome, decide cultivar a sua própria horta. Não só passou a armazenar comida como fez amizade com muitos outros animais que, anteriormente, ele via como potenciais refeições…
       Histórias da BE é um projeto que continua a ser muito bem acolhido por todos (crianças, educadoras, auxiliares), resultando em momentos mágicos, sempre com o objetivo de promover a leitura e conquistar futuros leitores.

          Em maio/junho, uma história dedicada aos atentos e participativos ouvintes, “Jardim do arco-íris”, de Manuela Mota Ribeiro, que nos mostra como dois insetos muito especiais - a formiga Mari e a borboleta Didi - conseguem transformar um jardim destruído por um vendaval num espetáculo de magia, em pleno Dia da Criança. Um incentivo a não desistir, mesmo quando o cenário se revela negativo. Um apelo ao valor do esforço e do trabalho em conjunto, em direção a um objetivo comum. Uma narrativa que nos transporta para um mundo de emoções…



Conta-nos uma história…

O projeto Conta-nos uma história, uma iniciativa de promoção da leitura, numa parceria entre a biblioteca escolar e os docentes do primeiro ciclo do CE de Arcozelo, e respetivas turmas, que pretende, também, envolver as famílias, tem originado excelentes momentos de partilha de leitura e aprendizagens. Pais, mães, avós, irmãs, primas têm aceitado o desafio de virem à escola, na biblioteca ou na sala de aula, contar uma história às turmas dos seus filhos, netos, irmãos, primos…
Desde janeiro, na biblioteca, desenvolveram-se nove sessões. As histórias são escolhidas pelos professores e/ou as famílias, sempre com a concordância dos mais pequenos e atentos leitores: “A ovelhinha que veio para o jantar”, de Steve Smallman, “Quanto vale a amizade?”, de Maria Lúcia Carvalhas, “A maior flor do mundo”, de José Saramago, “A que sabe a lua?”, de Michael Grejniec, “Corre, corre, cabacinha”, de Alice Vieira, “A galinha medrosa”, de António Mota, “O lobo e a raposa” (fábula popular), “Se eu fosse…”, de Richard Zimler, e “O aspirador espacial especial”, um conto no âmbito da filosofia para crianças, de Maria José Figueiroa Rego.
Os alunos participam ativamente, antes, durante e após as histórias, com pesquisas, intervenções e trabalhos, sob orientação dos seus professores, sobre o que viram e ouviram.
Parabéns a meninos e meninas, professoras e, em especial, famílias pela importância que dão à leitura: Gorete Moreira, mãe do João José (Turma A1A, professora Rosa Lima), Rita, prima da Leonor (turma A 3B, professora Fernanda Cunha, Luís Meneses, pai da Luísa (Turma A4A, professora Marta Miranda) e do Daniel (Turma A1A, professora Rosa Lima), Eulália Costa, mãe do Dinis (Turma A1A, professora Rosa Lima),Tânia Dantas, mãe do Guilherme (Turma A1A, professora Rosa Lima), Lúcia Gonçalves, mãe da Joana (Turma A1A, professora Rosa Lima), Carla Dantas (Turma A1B, professora Helena Silva) e Elsa Martins, mãe do Tomás (Turma A1B, professora Helena Silva).





Concursos Concelhio e Nacional de Leitura

Este ano letivo participaram na final Concurso Concelhio de Leitura, os seguintes alunos: primeiro ciclo – Diana Amorim Barros Caçador Alves (Turma A3A) e Francisco Santos (Turma A4A), do Centro Educativo de Arcozelo, Maria Rita Carvalho Pinto da Silva (Turma L3A) e Maria Pereira Cunha (L4B), do Centro Educativo de Lagoas, Rafael Moreira Pedro (Turma R3A) e Afonso Miguel Sousa (R4A), do Centro Educativo de Refóios; segundo ciclo – Ana Francisca Lima Pinheiro (5.º C), Hélder Mont’Alverne Araújo (5.º D), Ana Cristina Lima (6.º C) e Pedro Luís Trigueiro dos Santos (6.º D – CE de Lagoas). Os alunos do primeiro ciclo disputaram a final concelhia no dia trinta e um de março, de manhã, na biblioteca escolar de Arcozelo, e os alunos do segundo ciclo na manhã do dia trinta de março, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.
O Rafael Pedro (3.º ano do CE de Refóios) e o Pedro Santos (6.ºD) ficaram em segundo lugar, nas categorias primeiro ciclo e segundo ciclo, respetivamente. O Afonso Sousa (4.º ano do CE de Refóios), a Diana Alves (3.º ano do CE de Arcozelo) e a Maria Cunha (4.º ano do CE de Lagoas) classificaram-se em terceiro lugar, defendendo muito bem o nosso agrupamento
No que respeita ao Concurso Nacional de Leitura, foram apurados para a fase distrital, em Ponte da Barca, no dia dois de maio, os seguintes alunos: Diana Margarida Dantas Esteves, João Carlos Ribeiro da Cunha e Juliana Maria de Lima Velho (9.º D); Ana Filipa Soares Gomes, João Pedro Amorim Abreu e Rodrigo Manuel Soares Teixeira (12.º A). No entanto, apenas os alunos do terceiro ciclo puderam estar presentes.
Duas iniciativas em prol da leitura que devem ter continuidade.
Parabéns a todos!










Histórias da Ajudaris’17

A sala 1 do jardim de infância de Arcozelo e as turmas A3B, A4A, A4B, 5º B, 5.º C e 5.º D participaram no concurso Histórias da Ajudaris 2017. O tema para este ano era a família e surgiram histórias maravilhosas, que as turmas partilharam entre si na manhã de sexta-feira, dia 31. Porque ler e escrever também é solidariedade…
A atividade decorreu no âmbito da semana da leitura, cujo tema era Ler p’razer/Ler p’ra ser.
Os participantes leram as suas histórias e ouviram as dos outros. A história da turma do JI foi lida pela professora bibliotecária porque os alunos tinham outra atividade e não puderam estar presentes, mas o sucesso foi garantido, até porque enviaram umas belíssimas ilustrações, mostrando a importância que deram ao desafio.
As histórias a concurso, caso sejam selecionadas, serão integradas na edição Histórias da Ajudaris 2017.
Parabéns a todos, foram excelentes momentos de leitura partilhada!
Um agradecimento especial à educadora Paula Coelho e às professoras Fernanda Cunha, Marta Miranda, Manuela Fernandes, Celina Dias e Ana Júlia Neves, pela colaboração, sem a qual nada disto teria sido possível.
Porque ler é…voar.
Eis as histórias participantes:
           
Maricota

Esta é a história da Maricota. A Maricota é uma menina feliz, gira, que gosta de comer fruta e legumes.
A Maricota tem uma família que adora: O pai Rui, a mãe Sofia, o irmão Gonçalo, a irmã Rafaela, o avô António e a avó Maria. O pai e a Maricota desenham juntos e ela adora lavar os dentes ao mesmo tempo que ele, é divertido! Com a mãe ela gosta de fazer bolos deliciosos, com os irmãos gosta de ir ao parque, com a avó gosta de dar de comer às galinhas e com o avô gosta de tratar da horta.
A Maricota é feliz porque tem uma FAMILIA. Ter uma família é importante, porque se tem uma mãe, um pai, avós, irmãos, tios. Ter uma família é importante porque a família cuida de nós: dá-nos de comer, dá-nos banho, leva-nos a passear, dá-nos abraços, beijinhos, ajuda-nos nas tarefas difíceis, trata-nos quando estamos doentes e dá-nos AMOR. Se não tivermos Família, não temos companhia.
Às vezes a Maricota sente-se triste, porque sabe que há muitas crianças no mundo que não têm família, então pôs-se a pensar e teve algumas ideias:
- ir para a rua tocar flauta (ela toca muito bem!), para ganhar algum dinheiro e mandar para essas crianças;
- pedir à professora e realizar o “Dia do Pijama” na escola para juntar dinheiro com os amigos;
- dar alguns dos brinquedos aos outros meninos para brincarem.
Agora vai apresentá-las à família, aos amigos e à professora para juntos fazerem algumas crianças felizes! Assim os meninos e meninas que não têm família podem arranjar uma família de coração, que é tão boa como todas as outras.
A Maricota tem um sonho: que todas as crianças do mundo tenham PAZ, SOSSEGO, SAÚDE e uma FAMILIA!
JI Arcozelo – sala 1

Uma Grande Família

A chegada de Nagibe à turma estava a causar receio e nervosismo. Sabiam que vinha de um país chamado Iraque. Viam na televisão imagens chocantes desse país: guerra, violência e falta de liberdade. Imaginavam que o novo colega seria um terrorista, mau e feio.
Quando o menino chegou à escola, havia medo no ar. Nagibe era moreno, cabelo escuro e olhos castanhos, cansados e tristes. Não era feio! Não falava português; sabia um pouco de inglês, tal como a professora e os alunos. Contou-lhes que a sua cidade, Mossul, tinha sido bombardeada por terroristas e que a escola onde estudava, a sua casa e a dos vizinhos foram destruídas. Então os pais resolveram fugir para a Europa, em busca de paz. Andaram mais de 1000Km até à Turquia, um país vizinho. Passaram fome e sede, mas mantiveram-se unidos, como uma família.
Na Turquia conseguiram lugar num barquito que atravessou o Mar Mediterrâneo. Nagibe estava cheio de medo pois sabia que naquele mar já tinham morrido milhares de pessoas, que fugiam da guerra. Desembarcaram em Lesbos, uma ilha da Grécia. Aí surgiu a oportunidade de virem para Portugal, Ponte de Lima, onde os pais tinham esperança de conseguir trabalho e casa para a família viver sem medo.
Todos ouviam a história de Nagibe em silêncio e coração partido. Ele era apenas um menino, como eles.
Os alunos contaram aos pais, que contaram aos vizinhos, que contaram aos amigos e muita gente ficou a saber. Juntaram-se e, como uma grande família, ajudaram Mohammad, Malala e Nagibe. Arranjaram-lhes emprego, ajudaram-nos a construir uma pequena casa e ensinaram-nos a falar português.
E assim esta família encontrou paz em Ponte de Lima – “Terra Rica da Humanidade”.
Turma A3B

Diferentes por fora, felizes por dentro

A história passa-se num reino encantado de criaturas magníficas, às vezes confusas ou perdidas: a escola! O professor lembrou que o Dia do Pai estava próximo e pediu sugestões para as lembranças. Muitas ideias saltaram daquelas cabeças bonitas, mas o entusiasmo não era geral. Algumas crianças ficaram cabisbaixas, encolhidas nos seus pensamentos.
A campainha tocou. O professor pediu aos três alunos de olhos tristes que ficassem. Esperaram em silêncio… “Porque ficaram tristes?” – perguntou. A Ângela explicou que o pai trabalhava longe e não iria estar com ele no Dia do Pai. O professor acalmou-a e sugeriu que guardasse o presente até às férias, quando iria rever o pai. O Leandro soltou um desabafo: “Ao menos tens um pai. Eu não…”
            O professor explicou que a mãe do Leandro não tinha namorado, mas desejava muito ser mãe, por isso, com ajuda médica, recebeu sementinhas de um dador e engravidou. As meninas ficaram espantadas e o Leandro, que conhecia bem a explicação, deixou cair umas lágrimas. O professor abraçou-o e o menino sentiu como se estivesse a receber o carinho de um pai.
            A Maria ganhou coragem para explicar aos amigos que tinha dois pais.
- Eu não vivo com uma mãe e um pai. Fui adotada ainda pequenina. O meu pai adotivo tem um namorado, que me trata tão bem! Gosto deles da mesma forma… A quem dou a lembrança?
A Ângela sugeriu que fizesse uma para cada um. Tocou. Os colegas entraram. Estavam mais tranquilos e todos fizeram as lembranças orgulhosos das suas famílias. As Famílias são todas diferentes… O que importa é que sejam felizes!
O Leandro decidiu dar a lembrança ao professor porque cuidava dos alunos como se fossem seus filhos.
Turma A4A



Família, minha flor

Família,
Raiz que me sustenta,
Flor poderosa, joia valiosa
Porto de abrigo,
Teia de emoções,
Pétalas de recordações.

Fruto cheio de bondade,
 Ninho de cumplicidade,
 Ligação que acalenta o coração.
Turma A4B


Família Lopes

Era uma vez uma família riquíssima constituída por seis elementos: mãe, pai, dois jovens adolescentes e os avôs. Viviam numa casa enorme, com janelas grandes e portadas de madeira, rodeada de um jardim colorido, ladeado por trepadeiras exóticas. Eram conhecidos como “Os Lopes do calçado”, pois tinham uma fábrica de calçado que empregava muita gente daquela vila.
Um dia, o pai chegou a casa muito triste e perturbado. Reuniu a família e expôs o motivo da sua preocupação:
- Meus queridos, custa-me muito dizer que a nossa fábrica está a atravessar uma grande crise. O nosso melhor cliente não pagou a última encomenda, deixando-nos à beira da falência. A partir de hoje teremos de ficar mais unidos e evitar gastos desnecessários.
- Meu filho, somos uma família e, como tal, podes contar connosco, sempre, nos bons e nos maus momentos! Em primeiro lugar, temos de pensar numa forma de continuar a pagar os salários aos nossos funcionários, pois também eles têm famílias para sustentar. Se queremos salvar a fábrica, teremos de pedir a sua compreensão e ajuda – disse o avô muito apreensivo.
            Todos concordaram com a sugestão. O filho mais velho, perito em questões de informática, prontificou-se a criar uma imagem nova e mais moderna da fábrica e colocou todos os produtos online.
            A Rita, nos seus tempos, livres ajudava a mãe no escritório da fábrica e, todos os dias, ambas incentivavam os trabalhadores a acreditarem na empresa, pois encomendas não faltavam.
            Os meses foram passando e os sacrifícios foram enormes. A família Lopes teve de vender quase todos os seus bens, mas conseguiu o capital necessário para manter o negócio.
            - Vão-se os anéis, fiquem os dedos! – suspirou a avó.
Turma 5.º B

Querido diário  
                                                                        Londres, 2 de fevereiro 2017
                                     
           Hoje acordei lamechas! Sonhei com o passado.
Como sabes a minha história de vida é muito emocionante. Cedo, perdi os meus pais num ataque terrorista, desses que ninguém consegue explicar, e que deixa jovens, como eu e os meus irmãos, mais novos, órfãos, tristes, perdidos, sem chão!
 Os meus padrinhos eram a nossa família mais chegada, mas moravam em Londres. Então, ficamos temporariamente ao cuidado de uma instituição.
Felizmente, a minha madrinha convenceu o meu padrinho a adotar-nos e ambos regressaram a Portugal para nos “libertarem” daquele pesadelo. Não é que a instituição fosse má ou que nos maltratassem, nós até fizemos bons amigos… Mas não há nada melhor do que o nosso cantinho! Assim que as questões legais ficaram resolvidas viajamos para Londres, de avião, o que foi uma aventura. Até imaginei que era o Peter Pan e que salvava os meus irmãos de um bando de piratas.
Quando aterramos, apanhamos um táxi e seguimos para casa dos meus padrinhos. Nem queríamos acreditar! A casa era tipicamente inglesa. No jardim havia um carvalho enorme que suportava uma casinha de madeira, com duas janelinhas, uma porta e uma varanda de onde caía uma escada de corda. Ao ver-nos de boca aberta, o meu padrinho disse:
- Sejam bem-vindos! Queremos muito que sejam felizes aqui. Construí-a para vocês.
Abraçamos os meus padrinhos com a lágrima no canto do olho. A mudança ia ser grande, mas eles estariam ali para nós.
Família é saber dar a mão, é carinho, … muito mais do que apenas laços de sangue.
  Elias Santos
Turma 5.º C
Rico e pobre

Era uma vez um homem muito rico que vivia sozinho numa mansão rodeada de lindos jardins. A casa era protegida por grades altas e pontiagudas que tinham como objetivo proteger a propriedade da cobiça e da inveja.
Era detestado por todos os que o conheciam e que tinham de se relacionar com ele, porque tinha um feitio difícil. Não gostava de pessoas, só de dinheiro. Só este o fazia sentir bem.
Quem tratava do seu jardim era um jardineiro muito pobre, porque os salários que o homem pagava eram miseráveis.
Todas as manhãs, quando saía para o escritório, se cruzava com aquele empregado, que lhe dirigia um “Bom Dia!” muito caloroso e verdadeiro. O homem rico ficava surpreendido com aquela boa disposição. E seguia o seu caminho, pensando nos motivos que teria o jardineiro para estar tão contente.
Até que, após tantos anos a assistir àquela simpatia diária, resolveu perguntar-lhe:
-Como é que tu, que tens um trabalho tão duro, ao sol e à chuva, ao frio e ao vento, e ainda por cima mal pago, consegues ser tão feliz?
Era a primeira vez que o patrão lhe dirigia uma palavra.
-Senhor, para ser feliz, basta-me o amor da minha família. Venha hoje à noite jantar a minha humilde casa e saberá de onde me vem a felicidade - respondeu.
O homem rico ficou perplexo com o convite, mas resolveu aceitar.
Estacionou frente a casa do jardineiro à hora marcada. Era uma casa pequena e velha, com sinais de humidade.
Lá dentro, apesar do frio, reparou logo no ambiente caloroso. O jardineiro e a esposa preparavam alegremente o jantar, os avós estavam junto à lareira a contar histórias aos netos. Estranhamente apeteceu-lhe viver ali.
Percebeu, então, que a verdadeira riqueza está na união da família.
Turma 5.º D